domingo, 10 de dezembro de 2017

IMBAÚBAS – ALÍVIO

ALIVIO


22171 para Vereador.
Meus amigos, minhas amigas, lanço minha candidatura a Vereador.
Único político honesto, pois não minto. Não vou fazer nada, mas quero me aposentar. Por isso candidato-me, pois descobrir que esta é a única maneira honesta para se aposentar.
Vote em mim nas duas próximas eleições, pois preciso aposentar.
Por isso, muito obrigado, meu amigo! Muito obrigado, minha amiga!

Leitura pelo autor postada no canal do youtube aRTISTA aRTEIRO:

Em português:

Desde antes de meu nascimento minha família vive em Ipatinga. Mas eu nasci em Coronel Fabriciano, ao lado de onde moro, Ipatinga. Ficam em Minas Gerais. E eu, quem sou? My name is Watson. Whatson name. Rirri. Eu sou Watson Cabin. Chamado por muitos de Watson e por alguns de Folha.
Com licença; vou pegar um recorte de jornal que guardo em Viagem ao Centro da Terra. Com ele em mãos podemos conversar melhor. – Pausa. – Pronto, podemos continuar.
Nasci duas semanas após a morte de Joelma. Eu em uma segunda-feira e o incêndio do Edifício Joelma em uma terça-feira. Percebi isso olhando um jornal velho que achei perdido em uma gaveta. Era o Globo de 02 de fevereiro de 1974. Ao lado e acima de duas feias fotos em preto e branco está escrito:

173 mortos no incêndio em SP
Do alto do Joelma jogaram-se ou caíram 21 pessoas

Mas na ocasião eu não percebi nada disso, claro. E minha família não ficou abalada. Mas penso que deve ter se comovido na intensidade da distância.
Minha casa não é incomum. Não é grande. Não é pequena. Não é bonita. Não é feia. É só uma casa no Imbaúbas com uma sala, cozinha, dois banheiros e três quartos, varanda, área de serviço e o pequeno quintal em que brincava quando criança e que, adulto, pouco vou. Mas hoje andei por ele.
Da janela entre minha cama e guarda-roupa se vê o pé de manga, única grande árvore; à sua direita se vê as flores que minha mãe planta e à esquerda, a hortinha que meu pai cuida. No guarda-roupa e principalmente nas cinco prateleiras de madeira tosca em duas paredes de meu “quarteca” estão meus livros. Poucos. Apenas algumas dezenas; talvez pouco mais que uma centena.
Olhei pela janela, saí para o quintal e me sentei debaixo da mangueira carregada de frutas verdes. Encostei-me a ela, apoiei meu rosto nas mãos e agora conversamos; você e eu.
Do prezinho até à quarta série estudei na E.E. Dom Helvécio. Do quinto ao oitavo ano estive no Colégio São Francisco Xavier. O segundo grau aconteceu no Colégio Mayrink Vieira.
Entre os fatos marcantes da minha vida gosto de lembrar-me de minha sétima série. Onde, como diz Julio Verne, “a verdadeira viagem começava. Até então as fadigas tinham se sobreposto às dificuldades e agora estas iam nascer verdadeiramente debaixo de nossos pés”. Melodramático, não? Mas em grande parte, fato.
Tímido, não tinha amigos e brincava com meu pé de manga. Ou passava o tempo entre tv e os livros que foram compondo o meu “quarteca”. Compreendeu? É como chamo o lugar onde durmo com meus livros.
Esforcei muito, cansei até, para ter gente com quem brincar, mas não conseguia. Mas com treze anos descobri a forma de ter com quem conversar. Hoje sei que não éramos amigos de verdade, mas na época foi a melhor coisa que me aconteceu.
Enquanto eu tirava sempre boas notas, Mário, o garoto grande, somente notas vermelhas. Ele precisava de ajuda e eu de companhia. Fiz os deveres com ele e alguma coisa aprendeu. Passei cola para ele e seu boletim azulou. Assim foi na sétima e oitava série. Os amigos deles conversavam comigo. Acho que sem muita vontade, mas mesmo não tendo muito o que dizer (eles gostavam de esportes e eu de Português e História) possuía ouvidos para me escutar.
Mas mudei de escola.
Fui para o Mayrink Vieira.
Fiz vários amigos que até hoje tenho contato. Coisa boa?
Destaco Luzemar. A menina que me fez homem e que fiz mulher. Cabelos e olhos negros. Belo rosto. Corpo gostoso.
Como continuava com boas notas me vali de meus méritos. E conheci Maria do Carmo, Valter, Ricardo, Pedro, José, Luzemar, outros e outras.
- Como você é magro... Parece uma folha. – Observou José e Pedro riu. Foram as primeiras palavras que dirigiu a mim e o apelido pegou. E ficou.
Valter nos chamou para seu aniversário. Ricardo levou cachaça. Nós sete a bebemos.
Fui embora; Luzemar também.
A gente se encontrou outras vezes. Ela levava maconha e a fumaça subia para a cabeça antes de sumir no ar.
Até que meus pais descobriram e o escarcéu que fizeram nos separou. Foi difícil e sofrido. Mas hoje a encontrei na rua fumando pedra. Estava suja e com machucados no corpo. Pediu-me dez reais. Dei e sem escarcéu nos separamos. Não foi difícil nem sofrido. Foi um alívio.
E minha maior dificuldade é o alívio que senti.


En español:

Desde antes de mi nacimiento mi familia vive en Ipatinga. Pero nací en Coronel Fabriciano, alrededor de donde vivo hoy, Ipatinga. Se queda en Minas Gerais. Y yo, ¿quién soy? My name is Watson. Watson name. Jijí. Soy Watson Cabin. Llamado por muchos de Watson y por algunos de Hoja.
Con permiso; cogeré un recorte de jornal que guardo en Viaje al Centro de la Tierra. Con él en manos podremos charlar mejor. – Pausa. – Pronto, podremos continuar.
Nací dos semanas después de la muerte de Joelma. Yo, en un lunes y el incendio del Edificio Joelma en un martes. Percibí eso mirando un jornal viejo que encontré  perdido en un cajón. Era de 02 de febrero de 1974, alrededor y arriba de dos feas fotos en blanco y negro está escrito:
173 muertos en el incendio en San Pablo
Arriba del Joelma se lanzaron o cayeron 21 personas
Pero, en la ocasión no percibí nada de eso, claro. Y mi familia no se quedó abalada. Sin embargo, pienso que si conmovieron en la intensidad de la distancia.
Mi casa no es rara. Ni grande. No es pequeña. No es bonita. No es fea. Es solamente una casa en el Imbaúbas con una sala, cocina, dos cuartos de baño, balcón y un pequeño patio donde jugaba mientras niño y que, adulto, poco voy. Pero, hoy anduve por él.
De la ventana entre mi cama y guardarropa se ve el pielde mango, único gran árbol; a su derecha se ve la flores que mi mamá planta y a la izquierda, el huertito que mi papá cuida. En el ropero y principalmente en la tosca estante de mi “habiteca” están mis libros. Pocos. Solamente algunas decenas; tal vez poco más que una centena.
Miré por la ventana, salí al patio y me senté debajo del árbol cargado de frutas aún no maduras. Me acosté a él, apoyé mi rostro en las manos y ahora charlamos. Tú y yo.
Mis primeros años de estudio fue en la escuela Don Helvecio. Mi primaria fue en el colegio San Francisco Xavier. Mi secundaria se ocurrió en el colegio Mayrink Vieira.
Entre los factos más importantes de mi vida me gusta recordar mi séptima serie. Donde, como habla Julio Verne, “el verdadero viaje empezaba. Hasta ahora los cansancios habían se sobrepuesto a las dificultades y hoy se van a nacer verdaderamente bajo nuestros pies.” ¿Melodramático, no? Sin embargo, en gran parte, facto.
Tímido, no tenía amigos y mi pie de mango y yo jugábamos. O pasaba el tiempo entre tv y libros que fueron componiendo mi “habiteca”. ¿Comprendió? Es como llamo donde me acuesto con mis libros. Esforcé mucho, hasta me cansé, para tener gente con quien jugar; pero, no conseguía. Sin embargo, a los trece años descubrí la manera de tener con quien platicar. Hoy sé que no éramos amigos de verdad, pero en la época fue la mejor cosa que me ocurrió.
Mientras yo tenía siempre buenas notas, Mario, el muchacho grande, solamente notas rojas. Él necesitaba de ayuda y yo de compañía. Hice los deberes con él y algunas cosas él aprendió. Le pasé chuleta y su boletín escolar azuló. Así fue en los dos últimos años de primaria. Los amigos de él charlaban conmigo. Pienso que sin mucha voluntad, pero mismo no teniendo mucho que decir (a ellos les gustaban deportes y yo de español e Historia) tenía oídos escuchándome.
Pero, cambié de escuela.
Fue al Mayrink Vieira.
Hice varios amigos y hasta hoy hablamos. ¿Cosa buena?
Destaco Luzemar. La muchacha que me hizo hombre y que la hice mujer. Pelos y ojos negros. Bello rostro. Cuerpo exquisito.
Como continuaba con buenas notas me valí de mis méritos. Y conocí María del Carmo, Valter, Ricardo, Pedro, José, Luzemar, otros y otras.
- Como es flaco… Parece una hoja. – Observó José y Pedro rio. Fueron las primeras palabras que me dirigieron y el apodo pegó. Y se quedó.
Valter nos invitó a su cumple. Ricardo llevó cachaça de Brasil. Nosotros la bebemos.
Me fue de la fiesta; Luzemar también.
Nosotros nos encontramos otras veces. Ella llevaba mariguana y el humo subía hasta la cabeza antes de sumir al aire.
Hasta mis padres descubrieron y la algarabía que hicieron nos separó. Fue difícil y sufrido. Pero, hoy la encontré en la calle fumando piedra. Estaba sucia y todo su cuerpo se quedaba lastimado y herido. Me pidió dinero. Di y sin gritería nos separamos. No fue difícil ni sufrido. Fue un alivio.
Mi mayor dificultad es el alivio que sentí.


Ofereço como presente aos aniversariantes:
Camila Santos, Rayssa Rangel, Cleiser Coura, Carlos Roberto, Bernardo Baião, Adler Franz, Patricia Rodrigues, Lenilson Fonsêca, Holoisa Davino, Lucas Alvisi, Dado Aragon, Renata Sousa, Lucas Lage, Aninha Silva, Mila Eduarda, Marilene Tuler, Fabio S. Rodrigues, Mikael V. Zeleke y Martínez John.

Recomendo a leitura de:
“Pensar Historicamente”, de João Lucas Nery:
“Bang, Bang, Bang, Prendemos 726212”, de Josué da Silva Brito:
“As Ocupações dos MTST E MST SÃO OS NOVOS QUILOMBOS”, de Vinícius Siman:
e “Roubos Invisíveis”, deste macróbio que vos fala:

BECHDEL, Alison. Fun Home: uma tragicomédia em família. Tradução: André Conti. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2007.



VERNE, Julio. Viagem ao Centro da Terra. Rio de Janeiro: Fase. Cap. 17.

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Foto de Vinícius Siman.

Escrito na manhã de 15 de novembro de 2015, trabalhado no dia 17 de abril de 2016; depois em 2017 entre 23 de fevereiro e 26 de março de 2017 e por fim entre 01 e 10 de dezembro.

domingo, 3 de dezembro de 2017

JESUS É OUTRA HISTÓRIA, SERÁ?

JESÚS ES OTRA HISTORIA, ¿SERÁ?


Desvio Cultural – 08 e 09 de dezembro – Ipatinga:
Em apoio às artes, contra a censura, a favor da liberdade de expressão.
Desvio Cultural – 08 y 09 de diciembre – Ipatinga:
En apoyo a las artes, contra la censura, a favor de la libertad de expresión.
Desvio Cultural – December, 08 and 09 – Ipatinga:
In support arts, against censorship, in favor of freedom of expression.

“Sobe depressa, Miss Brasil”, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ‘40 dias’ do parto. Na sala do delegado Fleury, num papelão, uma caveira desenhada e, embaixo, as letras EM, de Esquadrão da Morte. Todos deram risada quando entrei. “Olha aí a Miss Brasil. Pariu noutro dia e já está magra, mas tem um quadril de vaca”, disse ele. Um outro: “Só pode ser uma vaca terrorista”. Mostrou uma página de jornal com a matéria sobre o prêmio da vaca leiteira Miss Brasil numa exposição de gado. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Picou a página do jornal e atirou em mim. Segurei os seios, o leite escorreu. Ele ficou olhando um momento e fechou o vestido. Me virou de costas, me pegando pela cintura e começaram os beliscões nas nádegas, nas costas, com o vestido levantado. Um outro segurava meus braços, minha cabeça, me dobrando sobre a mesa. Eu chorava, gritava, e eles riam muito, gritavam palavrões. Só pararam quando viram o sangue escorrer nas minhas pernas. Aí me deram muitas palmadas e um empurrão. Passaram-se alguns dias e ‘subi’ de novo. Lá estava ele, esfregando as mãos como se me esperasse. Tirou meu vestido e novamente escondi os seios. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. No meio desse terror, levaram-me para a carceragem, onde um enfermeiro preparava uma injeção. Lutei como podia, joguei a latinha da seringa no chão, mas um outro segurou-me e o enfermeiro aplicou a injeção na minha coxa. O torturador zombava: “Esse leitinho o nenê não vai ter mais”. “E se não melhorar, vai para o barranco, porque aqui ninguém fica doente.” Esse foi o começo da pior parte. Passaram a ameaçar buscar meu filho. “Vamos quebrar a perna”, dizia um. “Queimar com cigarro”, dizia outro.
ROSE NOGUEIRA, ex-militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), era jornalista quando foi presa em 4 de novembro de 1969, em São Paulo (SP). Hoje, vive na mesma cidade, onde é jornalista e defensora dos direitos humanos.

Leitura do cronto pelo autor no canal aRTISTA aRTEIRO:

Em português:

- “Olhos correndo rumo à escuridão do céu” canta Vinícius Siman em Grito Primal em Beagá. Eu digo: olhos escorrendo a escuridão do céu. Não canto; eu digo. Afinal, não sou torturador dos ouvidos alheios... E nem dos meus, claro. Rerrê.
Para um instante para os dois rirem da piada e pensarem no poema. Depois continua:
- Gabriel Bicalho... O poeta, sabe? Ele é terrivelmente aborrecido, mas seus poemas... Os poemas... Ah, seus poemas! Quem os supera?
Mudando de assunto, Eder:
- Podemos até não saber, mas somos o que mais detestamos...
- Quem é aquele que está me olhando sem parar?
- Rodrigo. Ele é cantor.
- Gosto de músicos... Espero que seja artista e não apenas cantor...
- Não sei dizer. Nunca conversei com ele para saber se é inteligente.
Os três param um instante para beberem. Eder, a sua cerveja. Mauro, coquetel feito por Marcelo, no Feirarte. Vinícius, outro coquetel.
- Mauro! Você não tem facebook, watzap nem nada. Por quê?
- A ditadura deixa marcas. É assustador chegar numa sala com todas as informações a seu respeito expostas nas paredes. – Olhando nos olhos do Eder: Compreende?
- Compreendo!
- Respondeu muito rápido; sem nada reviver. E falou muito enfático. Não compreende, então.
Provavelmente aborrecido (provavelmente?), Eder volta à sua proposta inicial:
- Podemos até não saber, mas somos o que mais detestamos...
- Paz do Senhor! – Chega um conhecido com camisa estampada: “Boçalmito 2018”. – Estou chocado com o sujeito que roubou aquele supermercado. Tem tantos criminosos à solta; precisam ser presos e torturados para ver se aprende...
- Você, cristão, defende a tortura? – Mauro diz boquiaberto. – Como? Jesus foi preso e torturado até a morte. Apoiar a tortura é apoiar o que fizeram com Ele.
- Jesus é outra história. Ele é bom.
- Ele disse que não veio para os saudáveis, veio para os doentes. Não veio para os bons, pois estes já estão com o céu garantido. Veio para os maus. E você é contra a Missão dEle.
- É...
- Vamos ouvir a música, que é melhor. – Intervém Vinícius. Os três se calam e outro vai embora. Não há como dialogar com fascistas, pois estes são o oposto ao diálogo.


En español:

- “Ojos corriendo rumbo a la oscuridad del cielo” canta Vinícios Siman en Grito Primal en Beagá. Digo: Ojos escurriendo la oscuridad del cielo. No canto; digo. Pues no soy torturador de los oídos ajenos… Y ni de los míos, claro. Jejé.
Los tres ríen del chiste mientras paran y piensan en el poema. Después un continúa:
- Gabriel Bicalho… El poeta, ¿sabes? Él es terriblemente aburrido, pero sus poemas… sus poemas… ¡Ah, sus poemas! ¿Quién los supera?
Cambiando el asunto, Eder:
- Hasta podemos no saber, pero somos lo que más detestamos…
- ¿Quién es aquél que me mira sin parar?
- Rodrigo. Él es cantante.
- Me gustan los músicos… Espero que sea artista y no apenas cantante…
- No sé decir. Nunca charlé con él para saber si es inteligente.
Los dos paran un rato para bebieren. Eder, su cerveza. Mauro, cóctel hecho por Marcelo en el Feirarte. Vinícius, otro coctel.
- Mauro, no tiene Facebook, watzap ni nada. ¿Por qué?
- La dictadura deja marcas. Es aterrador llegar en una sala con todas las informaciones a su respecto expuestas en las paredes. – Mirando en los ojos del Eder: ¿Comprende?
- ¡Comprendo!
- Contestó muy pronto; sin nada revivir. Y habló muy enfático. En verdad, no comprende.
Posiblemente aburrido (¿posiblemente?), Eder vuelta a su propuesta inicial:
- Hasta podemos no saber, pero somos lo que más detestamos…
- ¡Paz de Cristo! – Llega un conocido con grandes dictadores estampados en la camisa. – Estoy enfadado con aquél tipo que robó aquella tienda. Hay tantos criminosoS fuera de la cárcel; han que los prender y torturar. Solamente así aprenderán.
- Tú, cristiano, ¿defiende la tortura? – Mauro habla boquiabierto. - ¿Cómo? Jesús fue preso y torturado hasta la muerte. Apoyar la tortura es apoyar que hicieron a Él.
- Jesús es otra historia. Él es bueno.
- Él dijo que no vino para los saludables, vino para los enfermos. No vino para los buenos, pues estos ya están con el cielo garantido. Vino para los malos. Y tú eres contra la misión de Él.
- Es…
- Vamos oír la música, que es mejor. – Interviene Vinícius. Los tres se callan y el otro se va. No hay como dialogar con fascistas, pues estos son el opuesto al diálogo.


Ofereço aos aniversariantes:
Marcelo Vieira, Albio Rodrigues, Lorrayne Sancar, Alcemar Ferreira, Vanda Ribeiro, Welington G. Silva, Patrick Castro, Lucas B.M. Alto, Larissa SA, Kerley H.M. Almeida, Cleber L. Assis, Ricardo Escudero, Regina M.T.P. Simao, Alfredo Pires, Xunior Matraga, Chimeni Lins, André Resende e Alejandro Vera.

Recomendo a leitura de
“Abaixo ‘a consciência humana’”, de Vinícius Siman:
e “Geni, o miniconto”, de Girvany de Morais:

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Foto de Vinícius Siman.


Escrito na tarde de 24 de setembro de 2017. Trabalhado entre os dias 30 de outubro e 03 de dezembro do mesmo ano.

domingo, 26 de novembro de 2017

O QUE QUERO DISCUTIR



Foto do autor: nascer do sol pela varanda.
  
Desvio Cultural:
Em apoio às artes, contra a censura, a favor da liberdade de expressão.
Desvio Cultural:
En apoyo a las artes, contra la censura, a favor de la libertad de expresión.
Desvio Cultural:
In support arts, against censorship, in favor of freedom of expression.

Leitura pelo autor postado no canal aRTISTA aRTEIRO:

Samsa adolesceu. Seu nome esquisito, sua pele não suficientemente branca, seus quilos a mais, seus óculos de grau, seu rosto não formoso, sua alta inteligência, seu...
- Bem, chega de descrição. Já deu para entender que Samsa sofria bulling na escola. Sua inteligência até tentava, mas a solidão... Ah, a solidão... Não, a solidão não. Esta é sintoma, não a causa. A depressão lhe tirava a...
- A alegria?
- Não. Tristeza é apenas sinal. Depressão é desesperança; é falta de esperança. Contudo, não é esse o assunto que quero discutir.
Samsa não se limpava. Nem arrumava seu quarto.
E em uma manhã o quarto imundo se metamorfoseou em uma estrepitosa vulva que em geração espontânea devolveu como um monstro de gosma o que em vai-e-vem manualmente contínuo projetou imaginariamente.
- E?
- Use a imaginação.


Ofereço aos aniversariantes:
Emanuel Santos, Gunther Estebanez, Edilaine S. Peres, Marcelo Garbine (Mingau Ácido), Camila Marques, Bruna Marin Jr., Jéssica Ribeiro, Hudson Welling, Welliton Baubino, Nauana Louzada, Marília S. Lacerda, José Silva, Armando Sumbane e Juliana Queiros.

Recomendo a leitura de:
“Bolsonaro, o candidato sem plano”, de Josué da Silva Brito:
“Afinal, o que é ideologia de gênero?”, de Vinícius Siman:
e “Corpo Presente”, de Girvany de Morais:

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura). Foto de Vinícius Siman.


Escrito em 25 de junho de 2017. Trabalhado entre 30 de agosto e 26 de novembro do mesmo ano.

domingo, 19 de novembro de 2017

RETORNO FANTASMA


Leitura do cronto no canal aRTISTA aRTEIRO:


Em português

Não tanto o sono
Mas o desânimo da vida
Dificultam o meu levantar.

Foram-se!
Um Mal habitou um ponto local assustando cada Menor Mal.
Retirado por Bom Mal, o Um Mal se foi. Ficou o vazio de almas sem sair a sombra retinente.
Um Menor Mal veio e se foi. Vieram outros e se foram. Agora há um bolinho trevoso donde escuros lumes faiscaram vez e vez. E carrinho de churrasquinho fatura na diversão sanguínea.
A rua frequentada por usuários de craque saíram para uma boca se instalar. A polícia os retirou(?) para paulatinamente voltarem usuários.
Usuários da vida na morte.


En español

No tanto el sueño
Pero, el desánimo de la vida
Dificultan mi levantar.

¡Se salieron!
Un Mal habitó un punto local aterrando cada Menor Mal.
Retirado por Buen Mal, el Un Mal se fue. Se quedó el vacío de almas sin salir la sombra tintiniente.
Un Menor Mal veo y se fue. Surgieron otros y se fueron. Ahora hay un oscuro alboroto tenebroso de donde negros rayos chisparon vez y vez. Público festivo compra peros calientes a salsa de sangre.
La calle frecuentada por drogadictos salieron para un fumadero¹ instalarse. (¿)El policía lo retiró(?) para de poco a poco volvieren adictos.
Adictos de la vida en la muerte.


¹ Punto de venda de drogas.

Ofereço como presente de aniversário:
Manuel Ayala, Sávio Tarso, Igor Dias, Fernanda Hergis, Nari Farias, João Borges, Helon Tavares, Tania Mattos, Ruana Shipton, Aline Valadares, Sula Valgas, Stéfany Késsya, Débora Juliane, Rubens Ramalho, Erdinachele M. Salatiel e Aline Medeiros.
Recomendo a leitura de:
“Aldravismo, a escola poética minimalista”, de Vinícius Siman:
“Coisas de Família”, quadra trilíngue deste macróbio que vos fala:
“Dias Incertos”, de Girvany de Morais:

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura). Foto de Vinícius Siman.

Quadra escrita no fim da madrugada de 10 de agosto de 2017. Dois dias depois, no início da manhã, a prosa foi escrita. Trabalhadas entre os dias 05 e 19 de novembro do mesmo ano. Foto de Vinícius Siman.

Viva a Bandeira do Brasil (hoje – 19 de novembro – é seu dia). Viva a Bandeira de Minas Gerais.

domingo, 12 de novembro de 2017

JARDIM PANORAMA – FECHA OS OLHOS

  
Leitura do cronto pelo autor no canal aRTISTA aRTEIRO:

... pensamentos do que vem à frente à dos já acontecidos conduzem seus pés pelo bairro Jardim Panorama. De vez em vez para sob uma árvore qualquer de uma calçada, abre a caixinha e olha a aliança de noivado que a sociedade não lhe autoriza. Já atravessou a Avenida Minas Gerais, sentou na Praça Capitania de Minas Gerais, passou pela Avenida Juscelino Kubitscheck e agora olha a casa mais bonita da Rua Serra do Espinhaço.
Cria coragem e chama.
Ninguém atende.
Chama de novo.
Ninguém
Chama outra vez.
Alguém?
Em um momento temerário testa o portão estranhamente destrancado. Entra. Experimenta a porta da sala, também destrancada. Entra. Atravessa alguns cômodos e chega ao quarto.
Quem buscava se encontrava sobre a cama. Olhos fechados, rosto palidíssimo, braços rentes ao corpo nu. Olha o sexo; para o sexo que ansiava e que se mostrava inapto para a realização do sexo que se avizinhava a sonho.
Aproxima-se sem medo, pudor ou nojo do corpo.
Senta-se, leva a mão ao rosto amado, beija a boca sem se preocupar ou mesmo pensar em como ou por qual motivo morrera.
Deita-se ao lado, braços rentes ao próprio corpo, com uma das mãos sobre a mão fria.
Fecha os olhos.

- Não dá para acreditar nisso...
- As pessoas creem no que querem; não na verdade.
- Mas essa história é verdadeira?
- A verdade é o que as pessoas acreditam; não o que realmente seja.
- Então, aconteceu realmente?
- Pode ser que sim...


Ofereço como presente aos aniversariantes:
Natália Andrade, Jaeder T. Gomes, Isac Silva, Fernanda La Noce, Rodrigo Neiva, Eder Loures, Chicão Fidideus, Carla L. Barros, Vera Pagani, Caroline Fael, Carla L. Mafra e Terroso Amador.

Recomendo a leitura de:
“Juckbox”, de Girvany de Morais;
“William Waack, entre os sacis e as fadas”, de William Delarte.

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura). Foto de Vinícius Siman.


Manuscrito no início da tarde de 30 de abril de 2017 e trabalhado entre os dias 04 de agosto e 12 de novembro do mesmo ano.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

IGUAÇU – AFETO


AFECTO


Leitura do autor postado no canal aRTISTA aRTEIRO:

Em português:

Percorri com Benito a Rua Xingus, passamos em algumas outras, fomos à igreja de Nossa Senhora Aparecida e fizemos uma prece à Virgem que nos olhava sorrindo. Depois que saímos andamos até atravessar a Avenida Brasil, chegamos à praça e...
- Benito! Ô, Benito! Benitinho!
Olhando para o som vejo um sujeito numa moto suja. Não o conheço. Contudo, Benito o reconhece. Não pela sujeira, mas sim a voz sobre a moto.
- Luzmário!
Enquanto o conhecido se apeia da moto e se aproxima de nós diante da banca de revista onde estávamos, Benito me olha e diz em pensamento quem é. E sem me ver – pois somente olhos especiais me captam – ele para ao meu lado e à frente do protagonista. Os dois se abraçam quando retira o capacete e se beijam.
“Beijaram!?! Isso é coisa de viado.” Ouço a exclamação de alguns leitores; e falo para todos: Não discutirei isso. A mim me basta gostar de meus irmãos. Ouço a insistência de alguns: “Irmãos? Sei!” Irmãos no sentimento. E escuto ainda a insistência de alguns: “Mas...” Mas o quê? Por favor; eu gosto de dialogar com quem me lê, mas no momento vocês estão atrapalhando o desenrolar do cronto. Desenrolar que, provável, ajudar-te-iam entender. “Credo, e o cara ainda mesocliseia...” Desde que não me xinguem de Temer eu usufruo de todas as possibilidades que nossa língua permite; principalmente hoje, Dia Nacional da Língua Portuguesa. Mas, voltemos à história, por favor.
- Vou te dar carona.
Ele é moto-taxista quando não está internado pelas surras ou se fumando via pedras de seu cachimbo.
- Parabéns pelo seu aniversário, Luzmário.
- Você lembrou? No dia, só Jesus e minha mãe me cumprimentaram...
Percebo, e Benito também, que a voz saiu difícil.
- Lembro-me de você sempre.
- Sabe a última vez que a gente se viu? – Pausa enquanto Benito aquiesce. – Tinha um sujeito que me conhece e nos viu. Quando você saiu ele perguntou se você é viado ou religioso.
Eu ri e Benito também. Eu despreocupado e ele desinteressado; a gente riu.
- Disse o que vejo: religioso!
Benito sorriu contente, mas tranquilo. Olho para as árvores na praça, para o trânsito de um final de tarde na avenida que leva aos bairros Cidade Nobre e Ideal; volto às árvores da praça e aos dois amigos.
- Suba na moto que eu te levo.
Com carinho o transporta. E eu os sigo pelos ares. Chegando ao destino:
- Gostaria de verocê mais vezes. Apesar do atraso, eu tô quereno comemorar o meu aniversário. – Desce da moto. – Você vai?
- Sim, claro. Quando?
- Em um sábado próximo. Você vai?
- Vou sim.
Sobe na moto e dá um beijo rápido e suave nos lábios do amigo. Afasta-se lento. Uma lágrima nos olhos de Benito. Vai, não sei se para algum carinho, se para algum cliente ou se para a noite. Entramos na casa e...
- Você vem? Sim, você que está lendo. Você vem?


En español

Recorrí con Benito una calle, pasamos en algunas otras, fuimos a la iglesia charlar con la Virgen que nos miraba sonriendo. Después que salimos caminamos hasta atravesar la Avenida Brasil, llegamos a una plaza y…
- ¡Benito! ¡Oh, Benito! ¡Benitito!
Mirando hasta el sonido veo un tipo en una moto sucia. No lo conozco. Pero, Benito lo reconoce por la voz, no por la suciedad.
- ¡Luzmario!
- Mientras el conocido se apea de la moto y se acerca de nosotros delante el quiosco donde estábamos, Benito me mira y dice en pensamiento quien es. Y sin me ver – pues solamente ojos especiales me captan – él para a mi lado y a la frente del protagonista. Los dos se abrazan cuando saca el casco y se besan.
“¡¿¡Besaron!?! Eso es cosa de maricón.” Oigo la exclamación de algunos lectores; y hablo para todos: No discutiré eso. A mí me basta amar mis hermanos. Oigo la insistencia de algunos: “¿Hermanos? ¡Sé!”. Hermanos en sentimiento. Y unos todavía insisten: “Pero…” ¿Pero qué? Por favor, a mí me encanta dialogar con quien me lee, sin embargo, en ese momento vosotros atrampáis el desenrollar del croento. Desenrollar que, probablemente, te ayudaría a comprender. “¡Ay, caray! El sujeto es presumido; aún usa vosotros...”. Solo no puedes insultarme diciendo que soy Temer del Brasil; pues me encanta todas las posibilidades de la lengua. Pero, volvemos a la historia, sí.
- Te lo llevaré adónde vas.
Él es conductor de moto, una especie de taxista, cuándo no está internado por las palizas o se fumando a través de las piedras de su pipa.
- Congratulaciones por tu cumpleaños, Luzmario.
- ¿No te olvidaste? En el día, solamente Jesús y mi mamá me cumplimentaron…
Percibo, y Benito también, que la voz salió difícil.
- Siempre me recuerdo de tú.
- ¿Sabe la última vez que nos vimos? – Pausa mientras Benito confirma con la cabeza. – Había un tío que me conoce y nos vio. Cuando saliste me preguntó se tú eres mariposita o religioso.
Reí y Benito también. Yo despreocupado y él desinteresado; nosotros reímos.
- Le dije lo que veo: ¡religioso!
Benito sonrió contento, pero tranquilo. Miro los árboles en la plaza, el tránsito al fin de una tarde en la avenida que lleva a otros barrios; vuelvo a los árboles de la plaza y a los dos amigos.
- Sube en la moto que te llevo.
Con cariño lo transporta. Y los sigo por los aires. Llegando al destino:
- Me gustaría verte más veces. A pesar del atraso, quiero celebrar mi cumple. ¿Tú irás?
- ¡Sí, claro! ¿Cuándo?
- En un sábado próximo. ¿Tú irás?
- ¡Sí! Iré.
Da un beso rápido y suave en los labios del Benito. Aléjate despacio. Una lágrima en los ojos; sobe en la moto y se va. No sé si para alguno cariño, si para alguno cliente o se para la noche. Entramos en la casa y…
- ¿Tú vienes? Sí, tú que estás leyendo. ¿Vienes?


Ofereço como presente de aniversário a:
Moisés Correia, Rosa Weder, Ederson Tófano, Dayane Andrade, André Brytto, Amauri Krus e Eduardo R.L. Toledo.

Recomendo a leitura de
“quarto & sala”, de Xúnior Matraga:
“Homofobia Paterna”, de Girvany de Morais:
“Combate”, deste macróbio que vos fala:

Dia Nacional da Língua Portuguesa é 05 de novembro, em homenagem ao intelectual Ruy Barbosa.

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura). Foto de Vinícius Siman.


Manuscrito no início da tarde de 16 de abril de 2017 e trabalhado nas duas línguas entre os dias 04 de agosto e 06 de novembro do mesmo ano.